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  • Amanda Kallyne

Será que minha empresa precisa da rotulagem nutricional?

Saiba quais tipos de produtos necessitam da rotulagem e quais as vantagem de, mesmo sem obrigatoriedade, adotá-la.


A rotulagem nutricional corresponde às informações associadas a certos produtos alimentícios no que diz respeito a tabela nutricional, a lista de alergênicos, ingredientes, validade, dentre outros. Sendo regulamentada pela resolução 360/2003, ela exerce um importante papel em vários aspectos, sendo um dos primeiros passos a se pensar quando pretende-se expandir um negócio no ramo. Nesse contexto, você sabe quais alimentos precisam da rotulagem e quais são os benefícios atrelados a ela?






Mercado, saúde e ANVISA.


Com as mudanças multissetoriais geradas pela nova era, o consumo de alimentos ultraprocessados vem crescendo a cada dia. Esse novo perfil alimentar que, de acordo com um artigo publicado na Revista de Saúde Pública em 2015, mostra que já nos anos de 2004 e 2005 os alimentos ultraprocessados representavam 51,2% das calorias totais ingerida, é amostra de um novo problema em questão: o que chama-se a âmbito global de epidemia de obesidade.


Nesse contexto, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), desde os anos 2000, ao notar o impacto dessa nova mudança na geração e aumento de doenças, lançou em 2003 a Resolução n° 360 cujas disposições falam da obrigatoriedade da rotulagem nutricional em alguns alimentos e os pareceres técnicos relacionados a ela. Tudo isso a fim de contribuir com a educação em saúde alimentar, transparência, segurança e controle de qualidade desses alimentos.



Quais alimentos caem na obrigatoriedade?


De acordo com a ANVISA, os alimentos que caem na obrigatoriedade são “todos aqueles produzidos, comercializados e embalado na ausência do cliente, apresentando-se prontos para serem oferecidos aos consumidores”.



Existem exceções?


Sim, existem. São elas:


  1. As bebidas alcoólicas

  2. Aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia

  3. Sal, vinagres e especiarias

  4. Águas para consumo humano, café, erva mate, chá e outras ervas sem adição de outros ingredientes

  5. Os alimentos preparados e embalados em restaurantes e estabelecimentos comerciais, prontos para o consumo.

  6. Os produtos fracionados nos pontos de venda a varejo, comercializados como pré-medidos

  7. As frutas, vegetais e carnes in natura, refrigerados e congelados

  8. Os alimentos com embalagens cuja superfície visível para rotulagem seja menor ou igual a 100 cm2. Esta exceção não se aplica aos alimentos para fins especiais ou que apresentem declarações de propriedades nutricionais



Além de estar regularizado, o que se tem a ganhar com a rotulagem?


Devido ao aumento da conscientização a respeito da importância de uma alimentação saudável, a presença da rotulagem nutricional se torna essencial nesse cenário. De acordo com uma pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), durante o período de 2010 e 2017, o número de pessoas que se consideravam muito bem informadas sobre a importância dos alimentos para a saúde passou de 15% para 21%.


Além disso, também nessa pesquisa, 71% afirmam optar por produtos mais saudáveis mesmo que tenham que pagar mais por eles e também 71% dizem não se importar de pagar mais pelas marcas em que confiam.


Tendo isso em mente, em busca de acompanhar as tendências mercadológicas e também angariar destaque aos olhos do consumidor em relação à concorrentes, o diferencial da apresentação de um rótulo nutricional bem estruturado, engaja o processo de credibilidade que a marca e os produtos relacionados a ela possuem.


Os consumidores se sentem muito mais confiantes em adquirir esses produtos não só pela transparência, um fator muito decisivo, mas também pela segurança, já que pessoas que possuem algum tipo de intolerância ou restrição alimentar necessitam de informações a respeito dos alergênicos para consumirem certos alimentos.


Portanto, nesse sentido, a presença da rotulagem atuará não só contribuído com a conquista de nichos do mercado, mas também aumentará o valor agregado do produto e da empresa, mostrando a seriedade, o profissionalismo e a preocupação com a saúde que essas marcas possuem, contribuindo assim para um processo de fidelização de clientes.


Tá bom, mas e se eu trabalho com doces e/ou produtos não relacionados a área fitness, eu ainda tenho a ganhar? Sim! Como dito anteriormente, a rotulagem nutricional está relacionada a credibilidade da empresa, a transparência e a segurança que ela deseja passar aos seus clientes. Sendo assim, a rotulagem só aumentará o valor agregado do produto e deixará seus clientes mais confortáveis em consumi-los. Já que convenhamos, ter uma alimentação saudável está muito mais atrelado a sua educação e rotina alimentar do que a exclusão por completo de alimentos que, de certa forma, pode contribui para momentos de prazer para muitas pessoas.

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Referencias:


ANVISA. Disponível em < https://www.gov.br/anvisa/pt-br>

A mesa dos brasileiros. Ciesp, Fiesp. 2018. Disponível em <.http://hotsite.fiesp.com.br/amesadosbrasileiros/amesadosbrasileiros.pdf>. Acesso em 05 de outubro de 2020.

BIELEMANN, R., MOTTA, J., MINTEN, G., HORTA, DIGANTE, D. Consumo de alimentos ultraprocessados e impacto na dieta de adultos jovens Rev. Saúde Pública vol.49 São Paulo 2015 Epub May 26, 2015. Disponível em:<

https://www.scielo.br/pdf/rsp/v49/pt_0034-8910-rsp-S0034-89102015049005572.pdf> Acesso em: 06 de outubro de 2020

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